16 de Dec de 2017


Agro é pop, Agro é “quase” tudo!!

Setor gerou superávit comercial de US$ 693,9 bi nos últimos dez anos.

Por: Eduardo Daher
26/05/2017 às 13h37

Ao abrirmos os jornais ou assistirmos aos noticiários da noite, fica sempre aquele gosto “amargo” de que somos vítimas da orgia política e da corrupção desenfreada que assola o país. Déficit fiscal e desemprego inimagináveis já se tornaram notícias cotidianas. Ocorre, entretanto, que nos mesmos veículos de comunicação, pronuncia-se como exceção o agronegócio brasileiro.

Clima favorável e safras recordes permitiram a redução no preço dos alimentos, que compõe a cesta básica de nossa população, auxiliando na manutenção de baixos índices de inflação. Nos primeiros quatro meses do ano, os preços dos produtos agropecuários recuaram 8% no atacado, período em que a inflação média medida pelo IGP-M registrou recuo de 0,4%.

Porém, não é neste quesito que o Agro tem sido o maior protagonista para a retomada econômica, mas, sim, no imenso benefício proporcionado às contas externas brasileiras. Apesar de toda a instabilidade cambial vivenciada na última década, o superávit comercial gerado pelo país alcançou US$ 225,7 bi, enquanto que, isoladamente, o saldo comercial do agronegócio totalizou US$ 693,9 bi em igual período. Dados do Secex / MDIC, recentemente compilados pelo SINPRIFERT (Sindicato Nacional da Indústria de Matérias Primas para Fertilizantes) mostram esta realidade.

Incorrigíveis “otimistas”, “eternos” tomadores de risco pela submissão ao clima e às pragas e doenças de um país tropical, o Agro brasileiro aprendeu a dominar e conviver com a produtividade das culturas anuais e perenes que nos alimentam e geram divisas. Mais recentemente, tem conquistado, passo a passo, a melhora de sua imagem junto ao meio urbano e de sua própria autoestima. Afinal – Agro é Tech, Agro é Pop, e Agro… é “quase” tudo.

Economista pela USP; graduado e pós-graduado em Administração pela FGV. Consultor Sênior da Macrosector.

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