16 de Dec de 2017


Céu de Brigadeiro para as contas externas

Superávit comercial foi recorde em março.

Por: Economia Hoje
25/04/2017 às 19h48

 

Em março, as transações correntes registraram superávit de US$ 1,4 bi, o melhor desempenho para o mês desde 2005. Este resultado deveu-se, sobretudo, ao saldo comercial de US$ 6,9 bi, que também foi recorde para o mês, já que houve comportamento negativo da balança de serviços (US$ 2,5 bi) e de rendas (US$ 3,0 bi).

Desse modo, nos últimos 12 meses, a conta de transações correntes acumulou déficit de US$ 20,6 bilhões, equivalente a 1,1% do PIB, reforçando a tendência de melhora expressiva das contas externas (ver gráfico).

Na balança de serviços, os maiores déficits foram aluguel de equipamentos (US$ 1,6 bi) e despesas líquidas com viagens (US$ 880 milhões), sendo que estas últimas subiram 27% sobre março de 2016. Já no balanço de rendas, o desequilíbrio deveu-se aos saldos negativos de lucros e dividendos (US$ 1,9 bi) e juros (US$ 1,3 bi).

Além da trajetória favorável das transações correntes, a conta de investimentos diretos no Brasil totalizou US$ 7,1 bi, registrando incremento de 28% em relação ao mesmo mês do ano passado. As reservas internacionais, por sua vez, ficaram praticamente estáveis em US$ 375,3 bi; e o saldo da dívida externa teve redução de 6,3% em relação a março de 2016, situando-se em US$ 313,6 bi.

A vigência de uma taxa de câmbio acima de R$ 3,00 / US$, embora aquém do desejável, tem sido um importante fator para a sustentação de superávits comerciais e, portanto, para a diminuição do déficit histórico em transações correntes.

Em passado recente, a situação favorável das contas externas aliviou, em alguma medida, o quadro de marasmo econômico predominante no mercado doméstico. Além disso, tem contribuído para a diminuição da volatilidade cambial, diante do desenrolar da crise política e da resistência de diversos setores frente às reformas trabalhista e previdenciária.

 

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