16 de Dec de 2017


Brasil – superávit comercial deve atingir US$ 43,0 BI em 2017

O saldo da balança comercial ficou bem acima do mesmo mês em 2015.

Por: Fabio Silveira
27/12/2016 às 17h50

 

Em novembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,76 bi[1], ficando bem acima do saldo positivo observado no mesmo mês de 2015 (+ US$ 1,2 bilhão). Este desempenho deveu-se à seguinte combinação: a) aumento da exportação de 17,5% (frente a Nov15), atingindo US$ 16,2 bi; e b) diminuição da importação de 9,1% (ante Nov15), alcançando US$ 11,5 bi.

Com este resultado, nos últimos doze meses terminados em novembro de 2016, o Brasil contabilizou um superávit comercial de US$ 49,5 bi, indo muito além do verificado no mesmo período até novembro de 2015 (superávit de US$ 13,7 bi). Além disso, o déficit em transações correntes alcançou US$ 20,3 bi, ou seja, um saldo negativo 70,2% menor que o ocorrido nos últimos doze meses terminados no ano passado (US$ - 68,1 bi)[2].

Nessas condições, para 2016, prevê-se um superávit comercial de US$ 48,0 bi, um valor bastante superior ao saldo positivo de 2015 (+ US$ 19,7 bi)[3], em virtude da previsão de queda acentuada da importação        (- 20,1%), para US$ 137,0 bi. Estima-se tal declínio, por causa de: a) drástico recuo do PIB brasileiro          (- 3,7%); b) redução do preço médio (em US$) das commodities no mercado internacional (- 13,2%); e c) desvalorização do Real[4].

Quanto à projeção das exportações para este ano, espera-se por queda de 3,2%, (frente a 2015), atingindo US$ 185,0 bi, em face da referida desvalorização cambial e do crescimento, ainda que moderado, das economias americana e europeia.

Prevê-se, ainda, um déficit em transações correntes de US$ 22,3 bi (ou 1,2% do PIB), isto é, um saldo negativo menor do que o observado em 2015 (US$ - 56,9 bi ou 3,2% do PIB). Será o melhor resultado das contas externas brasileiras desde 2007 (superávit de US$ 1,6 bi ou 0,1% do PIB).

Para 2017, por causa dessa trajetória mais favorável do comércio do País, o superávit comercial foi majorado de US$ 40,0 para US$ 43,0 bi. Será, todavia, um saldo menor do que o estimado para 2016   (US$ 48,0 bi), em resposta à expectativa de incremento da importação, refletindo o esperado fortalecimento do mercado doméstico no segundo semestre.

 

[1] Fonte: Secex / MDIC.

[2] Fonte: BCB.

[3] Fonte: Secex / MDIC. A série histórica da balança comercial desta fonte é um pouco diferente da divulgada pelo Bacen

[4] Para 2016, estima-se que a taxa média de câmbio atinja R$ 3,49 / US$, desvalorizando-se 4,9% ante à de 2015 (R$ 3,33 / US$)

 

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