16 de Dec de 2017


Comércio brasileiro já opera no azul

Sustentado por aumento de salários e baixa dos juros.

Por: Murilo Ferreira Viana
12/09/2017 às 18h41

Em julho, o volume de vendas do varejo brasileiro ficou estável (+0,0%), na série restrita com ajuste sazonal. Apesar disso, trata-se de um bom resultado, pois, na série restrita sem ajuste, tal volume aumentou 3,1% (em comparação com julho de 2016).

A referida estabilização do comércio deveu-se à seguinte combinação: a) crescimento das atividades de “livros e jornais” (+4,4%); “hipermercado, alimentos e bebidas” (+0,7%); “vestuário e calçados” (+0,3%); b) estabilização do segmento de “móveis e eletrodomésticos” (+0,0%); e c) recuo de “outros artigos pessoais” (-0,2%); “artigos farmacêuticos e médicos” (-0,4%); e “combustíveis” (-1,6%).

Desse modo, no período janeiro-julho, o setor cresceu 0,3% sobre igual período de 2016 (embora, ainda, registre declínio de 2,3%, nos últimos doze meses terminados em julho).

O discreto avanço do varejo, nos sete primeiros meses deste ano, pode ser atribuído: i) ao incremento do rendimento real do pessoal ocupado; ii) à melhora das condições de crédito ao consumidor, em virtude da redução dos juros ocorrida desde o quarto trimestre de 2016; e iii) à liberação dos saldos inativos do FGTS.

Nos próximos meses, o setor tende a permanecer em expansão, dado o horizonte de suave declínio do desemprego; elevação da massa real de rendimento no quarto trimestre; baixa dos juros reais; e recuperação do crédito ao consumidor.

Nessas condições, para 2017, a previsão de crescimento do varejo brasileiro foi majorada de 1% para 1,2%, interrompendo a trajetória declinante do biênio 2015-2016.


Economista pela Unicamp e mestrando pela mesma instituição

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