24 de Jul de 2017


Comércio varejista mostrou maior fôlego em abril

Baixa de juros e inflação impulsionam vendas.

Por: Economia Hoje
14/06/2017 às 18h26

Em abril, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1,0%, na série restrita com ajuste sazonal. Desse modo, nos últimos 12 meses, este indicador acumulou queda de 4,6%, a menor desde Jan16 (- 5,3%). Em relação a Abr16, houve alta de 1,9%, na série sem ajuste, a maior desde Out14 (+ 2,2%).

O referido avanço do consumo pode ser atribuído à: i) melhora das condições de crédito, por causa da redução dos juros verificada desde o quarto trimestre do ano passado; ii) diminuição da inflação, atenuando a corrosão da renda das famílias; e iii) à liberação dos saldos inativos do FGTS.

Entre as oito atividades restritas pesquisadas, três evoluíram positivamente, sendo destaque: a) hiper e supermercados, cujo índice subiu 0,9%, após ter acumulado queda de 6,0% nos dois meses anteriores; b) tecidos, vestuário e calçados (+ 3,5%); e c) equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (+ 10,2%).

Por outro lado, observou-se desempenho negativo dos segmentos de livros, jornais e revistas (- 4,1%); eletrodomésticos e móveis (- 2,8%); combustíveis (- 0,8%); e artigos farmacêuticos e médicos (- 0,4%). A atividade de artigos de uso pessoal e doméstico, por sua vez, manteve-se estável (+ 0,1%).

No caso da série ampliada, que inclui veículos e motos, assim como material de construção, houve crescimento de 1,5%, na série com ajuste sazonal. E recuo de 0,4%, na série sem ajuste.

Para os próximos meses, a perspectiva é que o volume de vendas do varejo continue em marcha de recuperação, ainda que lenta, dado o horizonte de menor restrição monetária, alguma recuperação do crédito e pouca pressão inflacionária.

Nessas condições, em 2017, espera-se que o nível de atividade do setor tenha crescimento de 1%, interrompendo a trajetória declinante do biênio 2015-2016.

 


 

 


MAIS NOTÍCIAS

Comércio varejista mostrou razoável desempenho em maio

Próximos meses tendem a ser mais favoráveis

Comércio varejista ainda patina

Em março, as vendas no varejo caíram 1,9%.