24 de Nov de 2017


Comércio varejista mostrou razoável desempenho em maio

Próximos meses tendem a ser mais favoráveis

Por: Fabio Silveira
13/07/2017 às 13h17

Em maio, o volume de vendas do varejo brasileiro recuou 0,1%, na série restrita com ajuste sazonal. Trata-se, todavia, de um resultado razoável, pois, na série restrita sem ajuste, esse volume aumentou 2,4% frente a maio de 2016.

O leve recuo do comércio referido acima deveu-se, principalmente, ao declínio de tecidos,  vestuário e calçados (-7,8%), já que houve evolução positiva de combustíveis (+0,6%); hipermercados e supermercados (+ 1,4%); e móveis e eletrodomésticos (+1,2%), entre outros segmentos.

Desse modo, nos últimos 12 meses, as vendas do varejo acumularam queda de 3,6%, reforçando a tendência de desaceleração da queda das atividades do setor.

Tal tendência pode ser atribuída: i) ao aumento do rendimento real do pessoal ocupado; ii) à melhora (modesta) das condições de crédito, por causa da redução dos juros verificada desde o quarto trimestre do ano passado; e iii) à liberação dos saldos inativos do FGTS.

Nos próximos meses, espera-se que as vendas do comércio varejista apresentem reação mais positiva, dado o horizonte de retração dos juros reais, recuperação (discreta) do volume real de crédito ao consumidor e elevação da massa real de rendimentos (quarto trimestre).

Nessas condições, para 2017, estima-se que o nível de atividade do setor aumente 1,0%, interrompendo a trajetória declinante do biênio 2015-2016.

 


Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

MAIS NOTÍCIAS

Comércio brasileiro já opera no azul

Sustentado por aumento de salários e baixa dos juros.

Varejo brilhou em junho

Setor deve continuar se recuperando.

Comércio varejista mostrou maior fôlego em abril

Baixa de juros e inflação impulsionam vendas.