27 de May de 2019


Emprego e Renda

Mercado de trabalho deve eliminar 1,70 milhão de empregos em 2016 .

Por: Rafael Teixeira
08/11/2016 às 18h56

 

Em setembro, o mercado brasileiro de trabalho apresentou um desempenho muito ruim em comparação com o observado em igual período de 2015. Isto porque, no referido mês:

  1. A taxa de desemprego, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), alcançou o elevado patamar de 11,8%, refletindo o aumento de 33,9% da população desocupada e o incremento de 0,8% da PEA (População Economicamente Ativa);
  2. O nível de pessoal ocupado diminuiu 2,5%; e
  3. O rendimento real médio caiu 0,5%.

Houve também, em setembro, a eliminação (geração líquida negativa) de 39,3 mil empregos formais, acumulando a destruição, nos últimos doze meses, de 1,60 milhão de vagas. Este resultado ficou ligeiramente abaixo do registrado nos últimos 12 meses terminados em agosto de 2016, quando foram extintos 1,66 milhão de postos de trabalho.

Os segmentos econômicos que mais contribuíram para tal supressão de 1,60 milhão de empregos formais no período out15-set16 foram: a) indústria (892,5 mil); b) serviços (426,0 mil) e c) comércio (248,2 mil).

Nos próximos meses, o mercado de trabalho formal tende a permanecer enfraquecido, por causa dos ajustes microeconômicos que continuarão ocorrendo, principalmente, nos setores de comércio e serviços.

Nessas condições, para 2016, prevê-se:

  1. A eliminação de 1,7 milhão de empregos formais (superando o volume do ano passado, quando ocorreu a extinção de 1,57 milhão de empregos);
  2. Uma taxa de desemprego (PNAD) de 12,2% em dezembro de 2016 (ante 9% em dezembro de 2015); e
  3. Uma taxa média de desemprego de 11,3%, bem acima da marca de 8,3% observada em 2015.

Economista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; MBA em Finanças Empresarias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Três anos de experiência profissional na área de estruturação de projetos.

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