16 de Dec de 2017


Desemprego nos EUA é o menor em 10 anos

Juros americanos devem subir na próxima reunião do FOMC.

Por: Fabio Silveira
09/05/2017 às 00h48

 

Em abril, a taxa de desemprego dos EUA recuou para 4,4%, ante 4,5% em março, sendo o menor nível desde maio de 2007. No mesmo mês, houve incremento de 211 mil vagas, superando largamente a média do ano, que se situou em 185 mil postos; em março, o mercado de trabalho americano criou 79 mil vagas.

Ainda em abril, a massa salarial cresceu 4,3%, em termos reais, frente a abril de 2016. Isto reforçou a expectativa de continuidade do crescimento da demanda do consumidor americano e a percepção de que a estimativa de crescimento anualizado do PIB de apenas 0,7% no 1ºTrim17, anunciada recentemente, é apenas transitória.

De todo modo, ainda muito cauteloso, o Fed (Federal Reserve) manteve a taxa de juros básicos no intervalo de 0,75% a 1% ao ano, em sua última reunião, após a elevação de 0,25% ocorrida em março.

O comunicado da autoridade monetária dos EUA minimizou o baixo crescimento do primeiro trimestre, dando mais ênfase à solidez dos fundamentos macroeconômicos do país. A vigência desse cenário, ao lado da melhora do mercado de trabalho, fortaleceu a perspectiva de que os Fed Funds serão majorados em 0,25% na próxima reunião do FOMC (Comitê de Política Monetária do Banco Central americano), prevista para os dias 13 e 14 de junho.

A pergunta relevante é: quão restritiva será a política monetária americana nos próximos meses? Por enquanto, aponta-se para uma taxa básica de 1,5% ao ano no fechamento de 2017.

Porém, qualquer sinal de que os juros dos EUA possam superar tal marca levará a taxa cambial do Brasil a se desvalorizar, atingindo, num primeiro momento, o patamar de R$ 3,30 / US$, ou até mais. A eventual ocorrência deste movimento contribuiria, posteriormente, para a melhora, é claro, dos já excelentes resultados da balança comercial; mas, em contrapartida, exerceria indesejável pressão altista sobre o nível geral de preços da economia brasileira.

 

Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

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