27 de May de 2019


FMI prevê aceleração da economia global em 2017 e 2018

Melhoraram também as perspectivas para a América Latina.

Por: Fabio Silveira
31/07/2017 às 13h38

Na atualização de seu cenário em julho, o Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve as projeções de crescimento da economia global divulgadas no seu World Economic Outlook (WEO) de abril, que prevê uma retomada de dinamismo, em contraste com o tom pessimista das duas edições anteriores (abril e outubro de 2016). Este contexto, se confirmado, favorecerá a recuperação em curso da economia brasileira após a pior recessão da sua história.

O FMI projeta uma expansão de 3,5% da economia mundial em 2017. Assim, a atividade econômica global ganhará impulso após dois anos de desaceleração (3,4% em 2014, 3,2% em 2015 e 3,1% em 2016) e registrará o melhor desempenho desde 2012. Além disso, essa trajetória ascendente persistirá em 2018, quando o crescimento previsto é de 3,6%. Contudo, o ritmo de expansão global continuará num patamar inferior ao registrado no boom que precedeu a crise financeira global e a grande recessão, bem como no biênio imediatamente posterior (2010-2011).

A manutenção do cenário para o crescimento global, contudo, encobre algumas mudanças no desempenho desagregado, em âmbito nacional e regional. Entre as economias avançadas (crescimento projetado de 2,0%), a principal surpresa positiva foi a revisão para cima da projeção de crescimento para a área do euro em 2017, de 1,7% para 1,9%. Isto porque, tanto o desempenho do PIB no primeiro trimestre como os indicadores antecedentes do segundo trimestre deste ano (como os índices dos gerentes de compra) apontam para uma recuperação da demanda doméstica mais forte do que a previamente prevista em vários países, dentre os quais França, Alemanha, Itália e Espanha. As projeções para o Japão também melhoraram, de 1,2% para 1,3%. Em contrapartida, as projeções para os Estados Unidos e o Reino Unido foram rebaixadas: no primeiro caso, de 2,3% para 2,1% em função, sobretudo, da hipótese de que a política fiscal será menos expansionista do que o antecipado anteriormente; no caso da economia britânica, a redução foi ainda maior, de 2,0% para 1,7% (0,3 p.p), como reflexo do Brexit.

No caso das economias emergentes e em desenvolvimento, o crescimento previsto aumentou (de 4,5% para 4,6%). Além da maior taxa projetada para a China (de 6,6% para 6,7%), as perspectivas para a América Latina e Caribe também melhoraram (4,5% para 4,6%) diante da revisão para cima do crescimento previsto das duas maiores economias da região, Brasil e México (0,2% para 0,3% e 1,7% para 1,9%, respectivamente).


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