17 de Aug de 2018


Governo “ajudou” inflação a subir em novembro

Majorando tarifas públicas e combustíveis

Por: Fabio Silveira e Luciana Portilho
13/12/2017 às 13h44

Em novembro, o IPCA subiu 0,28%, desacelerando seu ritmo de evolução em comparação com outubro (0,42%), porém, ganhando fôlego frente a novembro de 2016 (0,18%). Desse modo, nos últimos 12 meses, o índice registrou elevação acumulada de 2,80%, ficando abaixo do piso da meta para 2017 (3,0%).

Esse resultado deveu-se, principalmente, ao encarecimento de produtos e serviços dos grupos Habitação (+ 1,27%), Transportes (+ 0,52%) e Despesas Pessoais (+ 0,42%). No grupo Habitação, os itens que exibiram maior pressão altista foram energia elétrica residencial (+ 4,2%), taxa de água e esgoto (+ 1,3%) e gás de botijão (+ 1,5%). No grupo Transportes, os destaques de alta foram gasolina (+ 2,9%), etanol (+ 4,1%) e conserto de automóveis (+ 0,5%); E no grupo Despesas Pessoais, ocorreu incremento de preço de empregado doméstico (+ 0,5%), cabelereiro (+ 0,7%) e excursão (+ 1,4%).

Como se vê, no mês passado, o Governo “contribuiu positivamente” para a dinâmica inflacionária, majorando preços de tarifas públicas e combustíveis.

Em dezembro de 2017, estima-se que o IPCA terá aumento de 0,5%, acumulando em 12 meses um crescimento de 3,0%. Isto porque, nos próximos meses, haverá não apenas novas rodadas de encarecimento de combustíveis (gasolina e etanol), mas também aumento de preço de produtos agrícolas (entressafra da safra brasileira de grãos) e salários.

Assim, para 2018, a MacroSector projeta para o IPCA uma alta 4,5%, tendo em vista do cenário de: a) desvalorização da taxa média de câmbio – que no próximo ano deve atingir R$ 3,41 / US$, ou seja, ficar 6,7% acima da prevista para 2017 (R$ 3,20 / US$); b) redução do desemprego e da ociosidade da capacidade produtiva; c) diminuição da oferta interna de grãos; e d) maior predisposição ao acionamento de mecanismos de indexação de preços.

Nessas condições, em face desta previsão de alta da inflação, espera-se que o Copom mantenha os juros Selic no patamar de 7%, em sua próxima reunião, prevista para os dias 06 e 07 de fevereiro.  


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