24 de Nov de 2017


IGP-M derrete

Forte deflação das matérias primas.

Por: Fabio Silveira
31/05/2017 às 20h29

Em maio, o IGP-M recuou 0,93%, após queda de 1,1% em abril, registrando a maior variação negativa para o mês de maio da série histórica iniciada em 1989. Com este resultado, o índice acumula um aumento de 1,57% em 12 meses.

Tal deflação deveu-se, sobretudo, ao declínio de 1,56% do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), provocado pela: a) baixa de 1,84% dos produtos agropecuários, com destaque para o milho (- 6,1%); e b) queda de 1,45% dos produtos industriais, com destaque para o minério de ferro (- 18,2%).

A variação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) desacelerou para 0,29% (versus alta de 0,33% em abril), em virtude da influência do grupo alimentação (- 0,13%), que registrou pequeno recuo dos preços de hortaliças e legumes.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), por sua vez, subiu 0,13%, devido, principalmente, o incremento de 0,27% do custo de mão-de-obra.

O sistema de preços do País segue apresentando viés deflacionário, em função da vigência de juros básicos elevados, taxa de câmbio apreciada e imensa ociosidade na economia.

Espera-se que o atual processo de afrouxamento monetário traga maior dinamismo da economia no final deste ano. Sem pressão inflacionária.

 

Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

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