16 de Dec de 2017


Inflação acelera em outubro

IPCA teve alta de 0,42% no mês.

Por: Murilo Ferreira Viana
10/11/2017 às 17h56

Em outubro, o IPCA subiu 0,42%, uma alta expressiva em relação a setembro (0,16%) e a outubro de 2016 ( 0,26%).   No entanto, nos últimos 12 meses o índice registrou elevação acumulada de 2,70%, longe, portanto, da meta de inflação de 4,5%.

O resultado deveu-se principalmente ao encarecimento de produtos e serviços dos grupos Habitação (+ 1,33%), Transportes (+ 0,49%) e Saúde e cuidados pessoais (+ 0,52%). No grupo Habitação os bens que apresentaram maior pressão altista foram energia elétrica (+ 3,3%), gás de botijão (+ 4,5) e condomínio (+ 0,7%). No grupo transportes, os destaques foram: passagem aérea (+ 7,2%), etanol (+ 1,1%) e gasolina (+ 0,2%). Por sua vez, no grupo Saúde e cuidados pessoais: plano de saúde (+ 1,0%), hipotensor e hipocolesterolêmico (+ 0,7%) e psicotrópico e anorexígeno (+ 1,15%).

Os preços monitorados foram preponderantes para o resultado  do mês, com alta de 0,98% em outubro e 6,6% no acumulado em 12 meses.  Já os preços livres variaram no mesmo mês 0,23%, acumulando 1,5% em 12 meses.

Para o fechamento de 2017, a MacroSector projeta  o IPCA em 3,0%. As principais fontes de pressão altista virão dos reajustes de preços monitorados, dos produtos agrícolas (devido ao período de entressafra) e das despesas pessoais com as negociações e reajustes salariais de várias categorias importantes.

Nessas condições, satisfatórias para o cenário de preços, espera-se que o Copom promova nova diminuição de 0,50 ponto percentual da taxa Selic em sua próxima reunião (prevista para os dias 05 e 06 de dezembro), acomodando-a no patamar  de 7% a.a. Ressalte-se que se isto ocorrer, teremos o menor nível do juro básico desde a implementação do regime de metas de inflação no País.  



Economista pela Unicamp e mestrando pela mesma instituição

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