24 de Nov de 2017


Juros ainda travam expansão do crédito

Saldo das operações recuou 2,2% em abril.

Por: Carlos Cavalcanti
25/05/2017 às 20h24

Em abril, o saldo das operações de crédito totalizou R$ 3,07 bilhões, segmentado entre R$ 1,58 bi para pessoas físicas e R$ 1,49 bi para pessoas jurídicas. Este saldo foi 2,2% menor que o de abril de 2016; e situou-se 0,2% abaixo de março.

Com o resultado de abril, a relação crédito / PIB recuou para 48,4%, ficando 3,4 pp aquém do mesmo mês  do ano passado.

Ainda em comparação com abril de 2016:

a) as operações com pessoas físicas cresceram 3,8%, sustentadas pela expansão do cartão de crédito e do crédito consignado; e as pessoas jurídicas encolheram 7,8%, em resposta à contração do crédito de capital de giro;

b) as operações com recursos livres caíram 3,2%, atingindo R$ 1,52 bi; e os recursos direcionados diminuíram 1,1%, situando-se em R$ 1,55 bi, devido à diminuição do volume de financiamento pelo BNDES; e

c) os setores de pessoas jurídicas com maior queda de crédito foram indústria (- 9,0%) e comércio (- 8,6%).

O risco das operações de crédito é ainda bastante expressivo, em virtude dos elevados níveis de juros reais e do preocupante patamar de inadimplência das famílias, além da falta de expectativa de crescimento mais firme da demanda.

Espera-se pelo arrefecimento de tal risco nos próximos meses, em face da atual tendência declinante dos juros básicos da economia brasileira.


 

Economista com pós-graduação pela Unicamp. Foi responsável pela área de economia do CIESP (2005-2007) e assessor da Presidência da ABINEE entre 2007 e 2016. Atualmente dirige a assessoria de economia do Sindipeças e é colaborador do EH.

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