27 de May de 2019


Mercado de trabalho permanece fraco

Ajuste prossegue.

Por: Fabio Silveira
10/04/2017 às 18h46

 

Em fevereiro, o mercado de trabalho brasileiro piorou em comparação com o mesmo mês de 2016. Isto porque, segundo dados da PNAD, do IBGE:

a) A taxa de desemprego atingiu 13,2%, contrastando com a marca de 10,2%, verificada em fevereiro do ano passado. Houve aumento da taxa, por causa de:

i. Acréscimo de 30,6% da população desocupada;

ii. Elevação de 1,4% da força de trabalho ou da PEA (População Economicamente Ativa);

b) O rendimento real médio aumentou 0,4%; e

c) O nível de pessoal ocupado caiu 2,0%.

Ainda em fevereiro, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), verificou-se a criação (geração líquida) de 35,6 mil empregos formais. Desse modo, nos últimos 12 meses, esse indicador do mercado de trabalho contabilizou a extinção de 1,148 milhão empregos. Trata-se de um desempenho:

a) Um pouco melhor que o verificado nos últimos 12 meses terminados em janeiro de 2017 (eliminação de 1,280 milhão de vagas); e

b) Melhor que o observado no mesmo período encerrado em fevereiro de 2016 (destruição de 1,715 milhão de vagas).

A eliminação de postos de trabalho formais entre março de 2016 e fevereiro de 2017 deveu-se ao resultado combinado dos seguintes setores:

a) Indústria: eliminação de 636,2 mil vagas;

b) Agricultura: extinção de 3,9 mil postos de trabalho;

c) Comércio: destruição de 161,1 mil empregos;

d) Serviços: eliminação de 335,5 mil vagas;

e) Administração Pública: extinção de 12,1 mil postos de trabalho.

Para os próximos meses, a expectativa é que o mercado de trabalho formal permaneça enfraquecido, por causa dos ajustes que continuarão ocorrendo nos setores de comércio e serviços, principalmente.

Nessas condições, para 2017, prevê-se que:

a) Haja a eliminação de 500 mil postos formais (ver gráfico), promovendo uma destruição de empregos menor do que a verificada em 2016 (1,32 milhão de vagas);

b) A taxa de desemprego atinja o patamar de 10,0%, em dezembro de 2017, ante 12% em dezembro do ano passado; e

c) A taxa média de desemprego alcance 11,0%, ou seja, fique ligeiramente abaixo da observada em 2016 (11,3%).

Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

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