27 de May de 2019


Nível de atividade da economia brasileira tende a subir 0,70% em 2017

Devido ao melhor desempenho de consumo e exportações.

Por: Fabio Silveira
25/08/2017 às 17h12

Em junho, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Bacen) subiu 0,50% sobre maio, na série com ajuste sazonal. Com este resultado, no segundo trimestre, a proxy do PIB brasileiro aumentou 0,25% frente ao trimestre anterior (jan-mar17). Entretanto, tal indicador ainda apresenta declínio de 2,03% nos últimos 12 meses.

Pelo lado da oferta, o avanço da economia brasileira, no segundo trimestre, deveu-se à aceleração do varejo. Nesse período, o volume de vendas do setor cresceu 0,84%, em resposta ao maior fôlego, sobretudo, de ‘Equipamentos e materiais para escritório etc (+8,87%), ‘Móveis e eletrodomésticos’ (+4,87%) e ‘Outros artigos de uso pessoal e doméstico’ (+2,50%).

Além disso, a indústria registrou crescimento de 0,86%; e o setor de serviços teve elevação de 0,30%, em decorrência do maior dinamismo, principalmente, de ‘Serviços profissionais, administrativos etc’. (+1,37%) e ‘Transportes, serviços aux. aos transportes e correio’ (+0,69%).

–  Pelo lado da demanda, o nível de atividade subiu 0,25% no trimestre abr-jun17, por causa da:

–  Queda acentuada dos juros Selic, que passaram de 14,25%, em jun16, para 10,25% em jun17;

–  Paulatina melhora do setor exportador; e

–  Avanço de 5,5% da produção de bens de capital (máquinas e equipamentos).

Nessas condições, para 2017, prevê-se que o IBC-Br crescerá 0,70%, dada a perspectiva de:

–  Elevação do endividamento das famílias no quarto trimestre, refletindo o crescimento da massa real de rendimento e do volume real de crédito ao consumidor;

–  Forte baixa do juro real e melhora do mercado de trabalho; e

–  Expansão do superávit comercial (US$ 56,0 bi, em 2017, ante US$ 47,7 bi, em 2016), com incremento importante das exportações (+13,4%), mais do que compensando o aumento das importações (+12,0%).




Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

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