27 de May de 2019


PIB brasileiro caiu 0,9% no 4º Trimestre de 2016

E deve crescer apenas 0,3% em 2017.

Por: Fabio Silveira
07/03/2017 às 20h10

 

No quarto trimestre de 2016, o PIB brasileiro recuou 0,9% sobre o trimestre anterior, na série com ajuste sazonal.

Esta queda cabe ser atribuída, pelo lado da oferta, à seguinte combinação: a) diminuição do nível de atividade de serviços (- 0,8%) e indústria (- 0,7%); e b) avanço modesto da agropecuária (+ 1,0%).

O PIB de serviços encolheu 0,8%, em virtude do recuo, principalmente, de serviços de informação (- 2,1%), transporte (- 2,0%), seguidas por comércio (- 1,2%) e outros serviços     (- 0,9%). O PIB industrial caiu 0,7%, em decorrência do enfraquecimento das atividades de construção civil (- 2,3%) e de transformação (- 1,0%). Finalmente, a agropecuária aumentou 1,0%, em função do aumento da produção de café e carnes.

Pelo lado da demanda, a referida redução do produto no quarto trimestre deveu-se à retração de exportações (- 1,8%), investimentos (- 1,6%) e consumo (- 0,6%), já que houve incremento de gastos do governo (+ 0,1%). A importação, por sua vez, aumentou 3,2%.

Em face do péssimo desempenho no quarto trimestre (- 0,9%), o PIB brasileiro apresentou a drástica redução de 3,6% em 2016.

 

Para 2017, prevê-se que o nível de atividade da economia brasileira deverá crescer apenas 0,3%, dada a perspectiva:

 

a) pelo lado da oferta, da seguinte combinação: a) boa arrancada da agropecuária (+ 3,8%) e aumento modesto de indústria (+ 1,2%); e b) baixa dos serviços (- 0,2%).

Espera-se tal desempenho, em função: a) da expansão da agricultura, refletindo o incremento da produção de milho, soja, arroz, algodão e carnes; e b) do avanço (suave) da indústria, devido à vigência de uma taxa média de câmbio relativamente satisfatória.

 

b) pelo lado da demanda, de ampliação de exportação (+ 7,0%) e investimento (+ 1,7%).

Prevê-se melhora das exportações, em virtude: i) da elevação da competitividade de alguns produtos, em decorrência da manutenção de taxa cambial ainda favorável; ii) da elevação dos preços de algumas commodities minerais, como minério de ferro e petróleo; e iii) do aumento do volume de exportação de algumas commodities agrícolas, como soja, milho e carnes.

Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

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