24 de Jul de 2017


PIB brasileiro cresce no primeiro trimestre

Setor externo foi o motor principal.

Por: Economia Hoje
01/06/2017 às 18h37

O PIB brasileiro cresceu 1,0% no primeiro trimestre de 2017, na série com ajuste sazonal. Trata-se do primeiro resultado trimestral favorável, após oito trimestres de queda consecutiva. Na comparação com o mesmo período do ano passado, todavia, houve queda de 0,4%.

Esse resultado positivo, pelo lado da oferta, deveu-se à combinação dos seguintes fatores: a) expressivo crescimento da agropecuária (+ 13,4%); b) alta de 0,9% na indústria; e c) estabilidade no nível de serviços (0,0%).

Além da elevação da produtividade, a expansão da agropecuária foi sustentada pelo aumento da produção de milho (+ 46,8%), fumo (+ 28,4%), soja (+ 17,5%) e arroz            (+ 13,5%).

Houve crescimento do PIB industrial, em função da melhora do nível de atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (+ 3,3%); b) da indústria extrativa               (+ 1,7%); c) da indústria de transformação (+ 0,9%); e d) da construção civil (+ 0,5%).

Já os serviços, por seu turno, permaneceram estáveis, pois o avanço dos serviços de transporte, armazenagem e correio (+ 2,8%), serviços de informação (+ 1,6%), outros serviços (+ 0,7%) e atividades imobiliárias (+ 0,3%) foi neutralizado pelo declínio de intermediação financeira e seguros (- 1,2%), comércio (- 0,6%) e administração, saúde e educação pública (- 0,1%).

Pelo lado da demanda, a referida alta do produto (+ 1%) deveu-se ao crescimento das exportações (+ 4,8%), uma vez que ocorreu contração de investimento (- 1,6%) e dos gastos governo (- 0,6%). Por fim, as importações aumentaram 1,8%, em virtude da valorização do câmbio no período analisado.

Após o resultado do primeiro trimestre, a previsão de crescimento do PIB deste ano foi levemente ajustada, passando de 0,7% para 0,8%, em face do seguinte cenário:

  1. Expansão das exportações (+ 7,5%), devido: a) aumento do minério de ferro e de outras commodities metálicas; e b) aceleração (suave) do ritmo de incremento do PIB global, que deve alcançar a taxa anual de 3,4% (ante 3,3 aa, em 2016).
  2.  Melhora do investimento (+ 1,0%), em decorrência da redução dos juros reais para o patamar de 4% aa.

Por outro lado, impedirão maior elevação do produto brasileiro neste ano:

  1. Aumento das importações (+ 3,5%), devido à valorização cambial, já que, em 2016, a taxa média de câmbio deve atingir R$ 3,26 / US$ (contra R$ 3,49 / US$, em 2016).
  2. Redução de 1,2% do gasto público, por causa do esforço do governo para diminuir o déficit fiscal; e
  3. Declínio do consumo (- 0,2%), em resposta à diminuição da massa real de rendimento e retomada apenas parcial do volume de crédito ao consumidor.

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