12 de Dec de 2018


Preços das mercadorias no atacado estão em alta

Índice da MacroSector sobe há cinco semanas.

Por: Fabio Silveira
21/03/2018 às 15h14

Na semana encerrada em 16 de março, os preços das mercadorias no atacado, cuja variação é medida pelo nosso Índice MacroSector de Mercadorias (IMM), tiveram elevação de 0,37% sobre a semana anterior, em função do aumento de 0,36% do Índice de Preços Agrícolas e de 0,50% do Índice de Preços de Combustíveis. Trata-se do quinto avanço consecutivo do IMM, em termos semanais. As participações dos dois grupos acima referidos no índice total são de 92,8% e 7,2%, respectivamente.

A majoração de 0,36% dos preços agrícolas deveu-se aos seguintes movimentos:

1. Alta de preço de ovos (+ 4,3%), milho (+ 2,8%), trigo (+ 2,8%), batata (+ 2,4%), algodão (+1,7%), soja (+ 0,5%) e frango (+ 0,1%);

2. Estabilidade de leite (tipo B e C), arroz e feijão; e

3. Baixa de preço de tomate (- 14,2%), laranja (- 7,3%), café (- 2,1%), açúcar (-1,3%), carne suína (-1,1%) e carne bovina (- 0,1%).

O Índice de Combustíveis, por sua vez, subiu 0,50%, refletindo o aumento de preço do etanol ao produtor (+1,20%) e da gasolina (0,38%).

Diante desse resultado, em março, estima-se que o Índice MacroSector de Mercadorias deverá crescer 7% sobre fevereiro, dada a previsão de avanço de 7,4% do Índice de Preços Agrícolas e de 1,5% do Índice de Preços de Combustíveis.

Desse modo, em março e abril, a expectativa é que os índices de preços agrícolas – de atacado (IGPs) e varejo (IPCs) – fiquem sob pressão altista.

No segundo trimestre, esses preços tendem a subir, por causa do declínio da safra brasileira de grãos 2017 / 2018 e da expansão da demanda doméstica por alimentos. Nesse sentido, prevê-se que o IPCA – Alimentos e Bebidas terá aumento 1,5% nos últimos doze meses terminados em junho de 2018, superando a variação verificada no período jul16-jun17 (+ 1,1%).


 

 

Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

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