16 de Dec de 2017


Preços das mercadorias ficaram estáveis na semana passada

Alta dos combustíveis foi neutralizada pelo recuo dos produtos agrícolas.

Por: Fabio Silveira
10/08/2017 às 18h24

Na semana encerrada em 04 de agosto, os preços das mercadorias no atacado (cuja variação é medida pelo nosso Índice MacroSector de Mercadorias) apresentaram crescimento nulo, devido à seguinte combinação: baixa de 0,4% do Índice de Preços Agrícolas; e aumento de 5,0% do Índice de Preços de Combustíveis. As participações desses dois tipos de mercadorias no índice total são de 92,8% e 7,2%, respectivamente.
Os preços agrícolas no atacado baixaram 0,4%, pois:

a) Por um lado, ocorreu queda de preço de laranja (- 12,6%), leite tipo C (- 3,9%), frango (- 2,5%), feijão (- 1,5%), arroz (- 1,1%), algodão (- 0,8%), ovos (- 0,3%), leite tipo B (- 0,3%); e
b) Por outro lado, houve valorização de tomate (+ 5,8%); batata (+ 2,2%), carne suína (+ 2,2%), trigo (+2,0%), café (+ 1,4%) e grão de soja (+ 1,2%).
Na mesma semana, os preços de combustíveis no atacado avançaram 5,0%, em resposta à elevação de 5,5% do preço da gasolina; e aumento de 1,9% do preço do etanol.

Para agosto, estima-se que o Índice MacroSector de Mercadorias terá leve alta (+ 0,5%), dada a previsão de estabilidade do Índice Preços Agrícolas; e incremento de 5,0% do Índice de Preços de Combustíveis. Em comparação com agosto de 2016, o Índice MacroSector de Mercadorias tende a declinar 17%.

Nessas condições:
a) Em setembro, espera-se que os índices de preços agrícolas – do atacado (IGPs) e do varejo (IPCs) – fiquem, ainda, relativamente acomodados; de outubro em diante, todavia, estima-se que os preços agrícolas tenham alguma majoração, por causa do desenrolar da entressafra de grãos no Brasil; e
b) No fechamento de 2017, prevê-se que o IPCA Alimentos registre variação anual de 2,0%, subindo muito menos que os 8,6% alcançados em 2016.





Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

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