24 de Jul de 2017


Preços das mercadorias voltam a subir

Devido ao encarecimento dos produtos agrícolas.

Por: Fabio Silveira
04/05/2017 às 12h08

 

Na semana encerrada em 28 de abril, os preços das mercadorias no atacado (cuja variação é medida pelo nosso Índice MacroSector de Mercadorias) aumentaram 1,63%, devido ao crescimento de 1,76% do Índice de Preços Agrícolas; e à variação nula (+ 0,0%) do Índice de Preços de Combustíveis. As participações desses dois tipos de mercadorias no índice total são de 92,8% e 7,2%, respectivamente.

 Os preços agrícolas no atacado tiveram alta de 1,63%, pois:

a) Por um lado, houve aumento de tomate (+ 31,3%), laranja (+ 8%), batata (+ 7,5%), soja em grão (+ 4,8%), açúcar (+ 2,4%), carne bovina (+ 0,3%), ovos (+ 0,3%) e algodão (+ 0,2%); e

b) Por outro lado, ocorreu queda de arroz (- 3,5%), café (- 2,6%), carne suína (- 0,6%), carne de frango (- 0,5%) e trigo (- 0,3%).

Os preços de feijão e leite (tipo B e C), por sua vez, permaneceram estáveis.

Na mesma semana, os preços de combustíveis no atacado ficaram estáveis, tanto de gasolina, quanto de álcool.

Ainda assim, em abril, o Índice MacroSector de Mercadorias diminuiu 4,2%, em resposta à retração de 4,4% do Índice de Preços Agrícolas; e ao declínio de 1,3% do Índice de Preços de Combustíveis. Em comparação com abril de 2016, o Índice MacroSector de Mercadorias sofreu baixa de 5,5%.

Nessas condições:

a) Para maio, espera-se por pressão baixista sobre os índices de preços agrícolas – do atacado (IGPs) e do varejo (IPCs);

b) No fechamento de 2017, prevê-se que o IPCA alimentos deverá atingir a taxa de 5%, ficando abaixo dos 8,6% alcançados em 2016.

 

Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

MAIS NOTÍCIAS

IGP-M persiste na rota deflacionária

Índice recuou 0,78% nos últimos 12 meses

IPCA-15 desacelera para 0,16% em junho

Alimentos deram a maior contribuição.

Preços das mercadorias permanecem estáveis

Feijão, batata e gasolina derretem.