27 de May de 2019


Produção industrial avança pelo quinto mês consecutivo, mas recuperação será lenta

A produção industrial mostra bons resultados desde março.

Por: Rafael Teixeira
14/09/2016 às 19h22

 

Desde março, a produção industrial traz resultados positivos na passagem de um mês para o outro. Em julho, houve avanço de 0,1% frente ao mês anterior, com destaque para a indústria extrativa (+1,6%), já que a indústria de transformação encolheu 0,1%.

 

O bom desempenho mensal não freou as fortes taxas negativas observadas para as demais modalidades de comparação. Em relação a julho de 2015, a indústria brasileira produziu 6,6% a menos, sendo mais intensa a queda no segmento extrativo (-9,9%) do que no de transformação (-6,1%).

 

Na passagem de junho para julho, tiveram destaque os aumentos de produção de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (5,8%), metalurgia (1,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,4%) e produtos de borracha e de material plástico (1,3%).

 

Entre as categorias de uso, bens de consumo duráveis e bens intermediários apresentaram, respectivamente, expansão da produção de 3,3% e 1,6%. No caso dos bens de capital (-2,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (-1,9%) a situação foi inversa. Para todas as demais modalidades de comparação, embora as variações tenham sido menores, permaneceram negativas.

 

No Estado de São Paulo (o mais industrializado da Federação), a produção fabril cresceu 1,6% entre junho e julho. Foi o segundo mês de alta da produção industrial no estado, que acumulou ganho de 3,3% nesse período. Contudo, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção recuou 1,8%, assinalando a vigésima nona taxa negativa consecutiva. No acumulado do ano, houve redução de 7,5%, significando uma queda menos intensa do que a observada no primeiro semestre do ano (-8,6%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Ao recuar 10,1% em julho de 2016, a taxa acumulada nos últimos doze meses reduziu o ritmo de queda frente aos meses de março (-12,8%), abril (-12,1%), maio (-11,4%) e junho (-11,0%).

 

Otimismo à parte, os sinais disponíveis até o presente indicam que o aumento da confiança dos empresários, o ritmo das exportações e a redução da capacidade ociosa em alguns setores estão contribuindo para os resultados positivos da produção mês após mês. Há, no entanto, dificuldades maiores – como a elevada taxa de juros, os estoques disponíveis e a larga ociosidade em vários setores, para que o crescimento industrial se dê em ritmo mais acelerado. Por isso, a recuperação será vagarosa.

Economista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; MBA em Finanças Empresarias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Três anos de experiência profissional na área de estruturação de projetos.

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