25 de Sep de 2017


Prossegue a série de péssimos resultados: setor de serviços recuou 1,6% em agosto

Pode-se afirmar que a recuperação no nível de atividade está ainda longe.

Por: Fabio Silveira
04/11/2016 às 12h05

 

Primeiro, foi o setor fabril, que encolheu 3,8% frente a julho, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Em seguida, o malogro coube ao varejo, cujo volume de vendas diminuiu 0,6%, na mesma base de comparação.

Por fim, também em agosto, o volume de serviços sofreu tombo de 1,6%, acumulando declínio de 5% nos últimos doze meses.

Com esta trinca de resultados decepcionantes, relativa a indicadores que espelham a quase totalidade da dinâmica da economia brasileira (pois não inclui apenas a agropecuária, cujo peso no PIB é de apenas 6%), pode-se afirmar que a propalada recuperação no nível de atividade está longe de ser visível.

É evidente que apenas “expectativas positivas” são insuficientes para neutralizar o desabamento colossal da renda havido em 2016, advindo da drástica restrição creditícia, forte escalada do desemprego e acelerada corrosão dos salários.

Para que isso ocorra, embora muitos ainda façam ouvidos moucos à singela recomendação que vem a seguir (ensinada nos bons livros-textos sobre o tema), é crucial continuar reduzindo, nos próximos meses, um dos preços fundamentais do sistema econômico. Aquele que atende pelo nome de juro.

Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

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