25 de Sep de 2017


Serviços continuam melhorando

Baixa de inflação e juros começam a reanimar o setor.

Por: Fabio Silveira
13/04/2017 às 20h28

Em fevereiro, o volume de serviços, segundo o IBGE, cresceu 0,7% em comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal. Frente a fevereiro de 2016, houve recuo de 5,1%; e nos últimos 12 meses, o indicador acumulou queda de 5,0%. À exemplo do ocorrido com o varejo, é importante mencionar que o dado de janeiro desta série foi revisado pelo IBGE, por motivo de alteração metodológica, o que transformou o declínio de 2,2% em incremento de 0,2%.

Por segmento, três das cinco atividades evoluíram positivamente na passagem de janeiro para fevereiro: serviços prestados às famílias (+ 0,6%); transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (+ 0,5%); e serviços profissionais, administrativos e complementares (+ 0,2%). Em contrapartida, verificou-se que serviços de informação e comunicação e outros serviços recuaram, respectivamente, 1,5% e 0,5%.

Após revisão, o setor de serviços exibe quatro meses consecutivos de variações positivas, apontando, assim, para moderada recuperação. Fortemente correlacionados com indústria e varejo, os serviços de transporte também sinalizam nessa direção. A melhora de desempenho dos serviços prestados às famílias, por sua vez, foi estimulada pela baixa da inflação em passado recente, assim como pelo maior grau de confiança dos consumidores, conforme pesquisas da FGV e CNI.

Nessas condições, em função do maior dinamismo demonstrado pelo setor e da mudança de seu método de cálculo, a projeção de crescimento desta atividade, para 2017, foi majorada de 0,8% para 1,3%. Contribuirão nesse sentido:

  • Trajetória declinante dos juros reais; e
  • Retomada (suave) do crédito ao consumidor, em termos reais, no segundo semestre.

 

 

 

Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

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