24 de Jul de 2017


Setor de serviços andou de lado

Em novembro não cresceu.

Por: Carlos Cavalcanti
13/01/2017 às 19h24

 

Em novembro, o volume de serviços ficou praticamente estável (+ 0,1%) em comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Como, em outubro, o índice declinou 2,3%, o resultado do mês em tela não compensou, evidentemente, a perda antes registrada.

Em comparação com novembro de 2015, o setor de serviços diminuiu 4,6%, na série sem ajuste sazonal. Tanto para o acumulado do ano, quanto para o acumulado em doze meses, observou-se contração de 5,0%.

Por segmento, o setor contabilizou desempenho exposto na imagem em destaque acima.

No fechamento de 2016, estima-se que o volume de serviços apresente queda de 4,8%, em função da trajetória declinante da massa real de rendimento e do elevado custo de financiamento do consumidor.

Em 2017, estima-se que o setor fique estagnado, tendo em vista que continuarão pesando negativamente sobre sua dinâmica:

  1. Contínua diminuição da massa real de rendimento;
  2. Patamar ainda elevado de juros reais;
  3. Redução, ainda que moderada, do volume real do crédito ao consumidor; e
  4. Nível de inadimplência do consumidor ainda elevado, apesar de declinante.

 

 

Economista com pós-graduação pela Unicamp. Foi responsável pela área de economia do CIESP (2005-2007) e assessor da Presidência da ABINEE entre 2007 e 2016. Atualmente dirige a assessoria de economia do Sindipeças e é colaborador do EH.

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