20 de Oct de 2018


Varejo brasileiro recuou 0,90% em outubro

Mas permanece a previsão de avanço de 2%, em 2017; e de 3%, em 2018

Por: Fabio Silveira
19/12/2017 às 17h40

Em outubro, o volume de vendas do varejo diminuiu 0,90% em relação a setembro, na série com ajuste sazonal. Trata-se de resultado decepcionante, apesar de parte de tal declínio ter sido motivado pelo adiamento das compras dos consumidores para novembro, em virtude da ocorrência do Black Friday no dia 24.

Em comparação com outubro de 2016, as vendas do setor aumentaram  2,5%, considerando-se a série sem ajuste sazonal.

Nos últimos doze 12 meses, o varejo brasileiro apresentou alta de 0,3%, que é o primeiro resultado positivo desde abril de 2015.

Os destaques negativos da referida queda de 0,90% em outubro foram os segmentos de: “outros artigos de uso pessoal e doméstico” (- 3,5%); “tecidos, vestuários e calçados” (-2,7%); “móveis e eletrodomésticos” (- 2,3%); “hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo” (- 0,3%); e “artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” (- 0,7%).

Por outro lado, houve melhora do nível de atividade de: i) equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+ 3,4%); ii) combustíveis e lubrificantes (+ 2,4%); e iii) livros, jornais, revistas e papelarias (+ 2,4%).

As vendas do comércio varejista ampliado (que, além dos segmentos acima, inclui os de veículos, motos, partes e peças e material de construção), por sua vez, diminuíram 1,4% frente a setembro, na série ajustada sazonalmente. Em comparação com outubro do ano passado, aumentou 7,5%; e, nos últimos 12 meses, registrou avanço de 1,4%.

Para os próximos meses, a perspectiva é que o volume de vendas do setor evolua positivamente, apresentando elevação de 2%, no fechamento de 2017; e apontando para uma expansão da ordem de 3%, em 2018, tendo em vista a:

1. Trajetória declinante dos juros reais;
2. Retomada do crédito ao consumidor, em termos reais; e
3. Diminuição da taxa de desemprego e aumento dos salários.

 

 


 

Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

MAIS NOTÍCIAS

Estima-se que serviços cresçam 0,5% em 2018

Transportes sustentam o setor

Estima-se que varejo crescerá 3% neste ano

Refletindo a expansão de salários e crédito

Setor de serviços aponta para aumento de 1% em 2018

Crescimento virá após três anos de recuo

Varejo terá crescimento de 3% em 2018

Sustentado pelo aumento no crédito e no rendimento