16 de Dec de 2017


Varejo brilhou em junho

Setor deve continuar se recuperando.

Por: Fabio Silveira
16/08/2017 às 10h16

Em junho, o volume de vendas do varejo brasileiro avançou 1,2%, na série restrita com ajuste sazonal. Trata-se de um resultado muito favorável, considerando-se também que, na série restrita sem ajuste, esse volume aumentou 3,0% (frente a junho de 2016). Foi o terceiro crescimento mensal consecutivo.

O desempenho positivo de junho (jun17 ante mai17) deveu-se, principalmente, ao maior fôlego de vestuário e calçados (+5,4%), livros e jornais (+4,5%), outros artigos pessoais (+2,7%), móveis e eletrodomésticos (+2,2%), artigos farmacêuticos e médicos (+1,5%) e combustíveis (+1,2%).

Apesar disso, nos últimos 12 meses, as vendas do varejo acumularam, ainda, declínio de 3,0%. De todo modo, o resultado de junho mostra que o movimento de queda do setor está perdendo força.

Isto pode ser atribuído: i) ao aumento do rendimento real do pessoal ocupado; ii) à melhora (modesta) das condições de crédito, devido à redução dos juros ocorrida desde o quarto trimestre de 2016; e iii) à liberação dos saldos inativos do FGTS.

Nos próximos meses, espera-se que o varejo apresente maior dinamismo. A retração dos juros reais, a recuperação do volume real de crédito ao consumidor e a elevação da massa real de rendimentos no quarto trimestre devem continuar impulsionando suas vendas.

Nessas condições, para 2017, estima-se que o setor cresça 1%, interrompendo a trajetória declinante do biênio 2015-2016.


 

Mestre em economia pela Universidade de Grenoble (França) e pós-graduado pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra (Suíça). Economista formado pela USP. Foi superintendente de estudos setoriais e de investimentos do UNIBANCO, além de economista da Copersucar e do Senai. Atuou nas principais consultorias do país. Hoje é sócio-diretor da MacroSector Consultores.

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