27 de May de 2019


Venda de autoveículos no bimestre sinaliza continuidade da crise

Nos meses de janeiro e fevereiro, as vendas recuaram 6,4%.

Por: Carlos Cavalcanti
03/03/2017 às 17h16

No acumulado de janeiro e fevereiro/17, o licenciamento de autoveículos novos – que compreendem automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões – alcançou 282,9 mil unidades. Em comparação ao mesmo período de 2016, o resultado implicou em uma queda de 6,4%. Importante notar também que praticamente todas as categorias registraram diminuição nessa base de comparação: automóveis, 7,96%; caminhões, 32,04% e ônibus, 36,88%. A exceção ficou por conta de comercias leves, que superou em 4,4 mil unidades o volume negociado em igual período do ano anterior. Assim, consignou-se incremento de 11,7% nas vendas dessa categoria.

Se for adicionada a comercialização de motos, implementos rodoviários e outros veículos incorpora-se ao volume anterior mais 146,2 mil unidades, o que totaliza a negociação de 429,1 mil unidades no primeiro bimestre do ano. Tanto para as demais categorias como para o cômputo geral houve queda de 27,6% e 14,9%, respectivamente (ver quadro).

Por conta do menor número de dias úteis, as vendas de autoveículos somaram 135,7 mil unidades em fevereiro, encolhendo 7,8% em relação ao mês anterior e 7,6% frente ao mesmo mês do ano passado. Igualmente ruim, foi o resultado para as demais categorias (motos, implementos rodoviários e outros), cuja produção no mês atingiu 69,3 mil unidades, com retração de 10% e 28,1%, respectivamente, para as mesmas bases de comparação antes mencionadas.

A despeito do alívio trazido pela dupla redução (de 0,75p.p.) da taxa básica de juros, que serviu para dar algum ânimo aos agentes, haja vista o crescimento dos indicadores de confiança, os números acima consolidam a fragilidade das condições econômicas atuais. Ainda não são claras as bases da recuperação, com o agravante de que a valorização cambial tende a depreciar a única vertente favorável ao crescimento (ver nota a respeito neste EH).

Economista com pós-graduação pela Unicamp. Foi responsável pela área de economia do CIESP (2005-2007) e assessor da Presidência da ABINEE entre 2007 e 2016. Atualmente dirige a assessoria de economia do Sindipeças e é colaborador do EH.

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